Mesa-Redonda: 'A Idade do Bronze em Portugal: os dados e os problemas'

Entre o II milénio e os inícios do I milénio a.C., à luz dos factos arqueológicos, assistimos, no território hoje português, a uma ligação não-esporádica com as populações dos territórios da Europa.


Essas ligações passam estruturalmente por “mecanismos de interacção social e política” (Jorge, 1995: 16) que, no período correspondente à Idade do Bronze Final, se imbricam em formas de poder que dão lugar a uma ruptura relativamente à estrutura anterior.

Sítios de cariz habitacional, sítios de cariz sepulcral, sítios de manifestação do sagrado e do simbólico tomam uma nova fácies de apropriação do poder prenunciando uma alteração de comportamento quer ao nível político, quer ao nível social, que só poderá ser explicado através da mudança de mentalidades.

Interessante será explorar de que forma as populações autóctones reagiram a esta ruptura e ainda, de que forma foram adoptadas as novas formas de pensar e agir.

A experiência, a nível micro-regional que possuímos no Médio Tejo, transporta-nos para os ambientes fúnebres e para a nova modalidade de tratar a morte que, sem dúvida, constitui uma ruptura de mentalidades relativamente aos procedimentos funerários do Bronze Inicial/Médio. Por outro lado, a nível de povoamento assiste-se a um nascimento repentino de recintos de altura no Bronze Final, nomeadamente em zonas estratégicas como áreas de controlo do rio Tejo e do minério de ouro.

Nos dias 28 e 29 de Abril de 2014, pretendemos proceder uma actualização de paradigmas Mas outras rupturas surgiram no plano dos sítios de habitação ou na emergência das estelas.

Em 1995, foi realizado um esforço de síntese nacional patente no catálogo da exposição “A Idade do Bronze: A Primeira Idade do Ouro da Europa”.

Nos dias 28 e 29 de Abril de 2014, pretendemos proceder uma actualização de paradigmas através dos trabalhos realizados de então para cá.

Pretende-se discutir fundamentalmente, em cada região abordada, os critérios de periodização (continuidade e descontinuidade cultural) tendo sobretudo como base a dinâmica das materialidades. Dar-se-á particular ênfase, no quadro das materialidades, aos contextos arquitectónicos, enquanto espaços de acção social e negociação de poder.

Para tal contamos com a participação de todos os investigadores que se dedicam a este período da Pré-História recente portuguesa.

Fonte: http://www.ipt.pt


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Jornal de Arqueologia

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